Barbie Ferreira comentou em entrevista sobre sua trajetória no mundo da moda e da televisão. A atriz, conhecida por seu papel em Euphoria, revelou como acabou assumindo a posição de referência em diversidade corporal ainda muito nova.

Em conversa com a publicação Bustle, ela explicou que, quando começou a carreira aos 16 anos, não tinha a intenção de liderar movimentos, mas foi colocada nessa situação pelas circunstâncias.

“Na época, eu falava muito sobre positividade corporal porque tinha que falar. As pessoas me perguntavam sobre ativismo quando eu era apenas uma criança. Eu nem sabia direito o que aquilo significava. Eu vestia um biquíni para uma campanha, todo mundo reagia e, de repente, eu era uma ativista”, contou.

Para ela, o verdadeiro ativismo envolve dedicação de vida a uma causa, e na ocasião ela apenas aceitou o papel que lhe foi dado.

“Eu tinha 17 anos pensando: ‘Tudo bem, serei ativista se é isso que vocês querem’. Mas eu só acreditava que as pessoas deveriam se ver representadas na mídia como elas realmente são”, afirmou.

Mudanças corporais e a obsessão pública

Ferreira também falou sobre a constante análise que seu corpo sofre, especialmente após suas recentes aparições públicas. A atriz destacou que, ao longo de mais de uma década de carreira, sua aparência sempre mudou, algo natural do ser humano.

“Comecei a modelar aos 16 e mudei todos os anos. É muito comum hoje em dia falar sobre o corpo das mulheres, e é justamente por isso que eu prefiro evitar o assunto. Estamos sempre em um jogo perdedor: se somos muito magras ou muito cheinhas, estamos erradas. Nosso peso oscila, eu ganho ou perco peso, isso é apenas a vida”, disse.

A atriz não entrou em detalhes sobre métodos específicos ou rumores relacionados ao seu emagrecimento, mas deixou claro que a pressão para se encaixar em padrões é algo constante na vida de mulheres públicas.