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Por: Equipe Celebix News | Data: 13 de junho de 2026 | Horário: 12h51
Tyra Banks, criadora e apresentadora por anos do programa America’s Next Top Model, entrou com uma ação judicial contra a Netflix, os estúdios responsáveis pela produção da série documental Reality Check: Inside America’s Next Top Model e outras pessoas envolvidas. Ela acusa a plataforma de difamação, pois, segundo ela, a equipe de produção retirou trechos de sua entrevista de contexto, editou falas e manipulou todo o material para construir uma imagem distorcida e prejudicial de sua trajetória e de suas ações à frente do programa. De início, ela deixa claro que não esperava ser retratada de forma tão diferente da realidade.
O motivo da participação no documentário

Credit: Netflix
Antes de tudo, Tyra explicou que aceitou participar do projeto com um objetivo muito claro: compartilhar, de forma aberta e honesta, tanto os acertos quanto os erros de um dos maiores sucessos da televisão de entretenimento. “Eu quis assumir responsabilidades por pontos que, hoje, faria de forma diferente. Queria que o público ouvisse isso diretamente de mim”, contou ela nos documentos judiciais. Além disso, ela respondeu a todas as perguntas durante três horas e meia de gravação, sem limitar nenhum assunto relacionado ao programa. No entanto, a equipe do documentário usou apenas 16 minutos de todo esse conteúdo. Por isso, ela afirma que o material exibido não representa o que ela realmente disse ou pensa.
O caso de Shandi Sullivan e a edição que distorceu fatos
Um dos pontos que mais a magoou foi a forma como a produção tratou o episódio envolvendo Shandi Sullivan, participante da segunda edição do programa. Na série, Shandi contou que viveu uma situação que considera agressão sexual, mas que a equipe do programa original retratou o momento apenas como um escândalo de traição. Então, os produtores perguntaram a Tyra sobre o caso, e a edição final fez parecer que ela não lembrava do que tinha acontecido nem sabia da visão de Shandi sobre o episódio. Por outro lado, Tyra garante que a produção não avisou ela que Shandi participaria do projeto, nem que ela classificava o ocorrido como agressão. Na verdade, nas gravações completas, ela concorda com a versão da ex-participante e diz claramente que lembrava de tudo. Contudo, os responsáveis pelo documentário cortaram essas falas de propósito, para criar uma impressão de indiferença.
A história real por trás das declarações de Miss J
Outro tema delicado foram as declarações de J. Alexander, conhecido como Miss J, jurado que trabalhou por anos ao lado de Tyra. No material exibido, ele contou que sofreu um AVC em 2022 e que Tyra só havia mandado uma mensagem rápida, sem nunca ter ido visitá-lo. Dessa forma, a produção sugeriu que ela não se importou com o problema de saúde do amigo e colega de trabalho. Mas, Tyra conta uma versão totalmente diferente. Primeiro, ela explicou que morou na Austrália por dois anos e meio, período em que tentou contato com ele várias vezes, mas não recebeu resposta. Depois, familiares de Miss J chegaram a se desculpar pela demora em responder, pois todos estavam focados na recuperação dele. Além disso, ela mostrou que os dois trocaram mensagens, áudios, fotos e conversaram ao longo de três anos, até o Natal de 2025. Infelizmente, a produção não deu espaço para ela apresentar essas provas antes da estreia da série.
Providências tomadas e a falta de espaço para defesa
Tyra também reforçou que sempre agiu com cuidado diante de situações delicadas nas gravações. Por exemplo, em uma das edições, quando recebeu um relato de assédio sexual envolvendo um integrante da equipe, ela parou imediatamente a produção, comunicou os responsáveis pela emissora e organizou treinamentos obrigatórios sobre respeito e assédio para todo o elenco e todos os funcionários. Mesmo assim, o documentário não mostrou essas atitudes. Do mesmo modo, ela lembrou que a produção chamou o material de documentário um gênero que o público associa à verdade e à objetividade mas tratou o conteúdo como se fosse uma produção de entretenimento, com manipulação de falas para criar conflitos. Por consequência, muitas pessoas formaram uma opinião errada sobre ela.
O pedido de reparação e o apoio recebido
Diante de tudo isso, ela pede uma indenização por danos morais, perda de oportunidades profissionais e prejuízos financeiros, além de um julgamento com júri para definir os valores corretos. Até agora, representantes da Netflix, dos estúdios e das outras pessoas citadas não se manifestaram publicamente sobre o processo. Desde o lançamento da série, em fevereiro deste ano, o assunto gerou muitos debates. Enquanto alguns ex-participantes criticaram a forma como o programa funcionava, outros que trabalharam ao lado de Tyra vieram em sua defesa. Por fim, ela reforça que não busca apenas reparação financeira, mas sim que o público conheça a versão real dos fatos. “Eu construí minha carreira ajudando pessoas a realizarem sonhos. Não vou deixar que uma edição manipulada apague tudo isso”, finalizou ela.